sábado, 13 de novembro de 2010

Suu Kyi LIVRE.

Um (único) socialista que admiro.



«Estou disposto a ceder lugar para solução de estabilidade»




O ministro dos negócios estrangeiros, disse que Portugal precisa imediatamente de uma coligação política, a fim de inverter o actual estado do país.

Vejo em Luís Amado alguém capaz de fazer a ponte com o PSD, vejo alguém que esta bastante consciente do actual estado do país e acima de tudo alguém que quer contribuir para que Portugal ultrapasse esta situação de crise política iminente.

E agora pergunto:


E tu Sócrates, estas disposto a ceder o lugar para uma solução de estabilidade?




P.S- Bomba aproxima-se para os lados do Largo do Rato

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O abandonar do navio


Nestes dias em que já é certo não ser mais possível tapar os buracos da embarcação, que o naufrágio está para breve, que não há boias para todos, assiste-se ao verdadeiro êxodo dos ratos (porque todos procedem do Largo do mesmo, em Lisboa). É o salve-se quem puder. São os primeiros a abandonar o navio, mas atempadamente, com tudo o que poderem levar, e para porto seguro. Todos os outros, nós, vamos apenas poder ir rezando, enquanto os vemos a zarpar para águas mais bonançosas. É o caso desta e deste. Mas há mais... muito mais....

Então quem sabe Sr Ministro Rui Pereira?


O ministro da Administração Interna admitiu ontem que não sabe se vão chegar a tempo os blindados para garantir a segurança na Cimeira da NATO, a realizar em Lisboa nos próximos dias 19 e 20.

Haverá maior exemplo de incompetência de quem nos governa que encomendar blindados para a cimeira da NATO e eles não chegarem a tempo? Esperemos que apesar de o ministro dizer que não sabe (ENTÃO QUEM SABE?) a coisa se resolva.

domingo, 7 de novembro de 2010

O fim do Estado Social

É indubitável que todos sem excepção defendem, à sua maneira, o Estado Social. Ninguém no seu perfeito juizo poderá defender que o Estado se demita de toda e qualquer intervenção social. Mas o Estado Social só pode existir enquanto houver dinheiro para o sustentar. Quem não tem dinheiro não tem vícios.
Vem isto a propósito do fabuloso espelho do que é esta democracia, esta política e este país onde (sobre)vivemos. Quando PSD, em notoriamente infeliz movimento táctico, decidiu aventar medidas (em sede de revisão constitucional) que limitariam em última instância o gozo de algumas benesses mormente a nível da saúde, foi como se se anunciasse o fim do mundo. Governo, PS, e o megafone pinto de sousa, bradaram aos céus, espalharam pelos sete ventos que isso era um ataque directo ao Estado Social e o início do seu fim.
O início do fim do Estado Social passaria imediatamente pelo encerramento de maternidades, centros de saúde, escolas e afins. Mas isto é o que se tem feito nos últimos cinco anos pelo governo do sr. Pinto de sousa. Encapotadamente e com designação diferente – com uma parafernália de nomenclaturas propagandísticas pseudo-reformadoras – como quem atira não areia, mas pedregulhos para os olhos dos portugueses.
A verdade é que neste momento a nossa dívida corresponde a 110% do PIB, ou seja, toda a riqueza produzida no país num ano não é suficiente para pagar o que devemos. Os números da dívida pública estão ao nível de 1860.
Nós, portugueses, que gostamos que nos enganem e gostamos de viver enganados, que preferimos a demagogia à verdade, a ilusão à realidade e a hipocrisia à dignidade, reagimos então assim:
Quando alguém nos diz que não há dinheiro, que é preciso ao nível da Lei fundamental alterar desde já as coisas porque não há dinheiro para tudo e estamos à beira do abismo, preferimos a versão de quem grita a dizer que tudo isso é confabulação, pessimismo e “bota-abaixismo”, e o faz, por baixo da mesa, ao mesmo tempo e por decreto como foi a recente Lei do Orçamento em que se reduziram prestações sociais e se eliminaram abonos. A uma reforma a montante para ab initio se tentar resolver o problema, é escolhido a jusante mascarar a realidade e enganar os portugueses.
À verdade prefere-se a mentira.
À reforma prefere-se o mentiroso remendo.
Ao encarar os problemas de frente, prefere-se fingir que nada se passa.
O fim do Estado Social já começou, por aqueles que dizem que o defendem.
Resta saber se esses não terão já começado também a destruir o outro Estado, não o Social, mas o Democrático.